sexta-feira, 24 de maio de 2013

dia #1 o arranque da expedição

a nossa epopeia fluvial começa no final da tarde de dia 23 de maio, com um boguinhas e um carocha carregados para seguir, e com uma enxovalhada do rosado nos braços... logo aí, primeiro imprevisto: o carocha acusa falta de óleo e não temos como resolver isso. optamos por levar a nossa parceira OphéliA, que tb acusa falta de óleo, mas dispõe de uma garrafita para solucionar o problema...
arrancamos. paramos alguns metros depois para dar um abraço ao Peterz, que fica em terra desta vez, e jantar na mítica, legendária e, na verdade, nunca antes experimentada, "rolote dos putos", ali entre a padre cruz e o viaduto do eixo. tivemos um tratamento VIP: 4 pregos au point, jolas, uma rodada paga pela casa, um pão de cachorro com um palito como bolo de aniversário e até a montagem de um avançado de rolote especificamente para nos abrigar do vento (inspirado na vivenda do cristiano ronaldo no gerês)... De luxe! :-) uma bela entrada nos 30'...
malhámos violentamente na enxovalhada do Pedro e, finalmente lá saímos do Lumiar. uma da manhã. hey!
o caminho em direção a corisco (barragem da bouçã) foi tranquilo. enganámo-nos a chegar a figueiró dos vinhos, mas tranquilo... desafiante mesmo foi encontrar a barragem. numa guinada de impulso, virámos na placa "albufeira da bouçã", apenas para nos perdermos numa estrada florestal acidentada, sem rio à vista ou local de pernoita. eram as cinco...
depois de um conselho de navegantes, foi decidido voltar à estrada e seguir a direção planeada: barragem da bouçã.
a noite já ia muito comprida, mas ainda não acabara. já perto do rio, do lado certo da barragem, foi notado um traço de óleo deixado pelo bogas das paletes. a estrada florestal deixara marcas. nem todos os carros são tão tt como uma 4L, está visto.
encontrámos um spot de pernoita perto do rio, descarregámos o carro aleijado e dividimos a equipa: 2 foram depositar o carro numa povoação cercana (à espera do reboque de domingo), 3 montaram campo. o sol começava a raiar. o rio estava à vista.

talvez tenha sido nesta altura que nos demos conta que nos esquecemos dos coletes...

enfim, já nada havia a fazer e adormecemos com a esperança de um salvamento presidencial. SOS João Marcelo!

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